Os Aborígenes são a população nativa da Austrália, habitavam a maior parte do território australiano, totalizavam aproximadamente 750.000 indivíduos, subdivididos em 500 grupos e com cerca de 300 dialetos diferentes. Esses grupos possuíam estilos de vida distintos e tradições culturais e religiosas próprias em cada região.
Com a chegada dos colonizadores ingleses em 1758, deu-se início aos massacres das comunidades Aborígenes. Soldados ingleses visitavam as aldeias fingindo uma aproximação amigável, oferecendo presentes. Porém, outros soldados envenenavam com arsênio a água e os alimentos dos Aborígenes; várias pessoas, inclusive crianças, morreram em consequência do envenenamento.
Os soldados ingleses destruíram locais considerados sagrados pelos Aborígenes. Também ofereciam bebida alcoólica à população local, e se aproveitavam do estado de embriagues para instigar confrontos entre as diferentes aldeias, fazendo com que eles mesmos se aniquilassem.
Após proclamada a independência australiana, os Aborígenes passaram a sofrer com a discriminação da população de seu próprio país. Parte da população australiana considerava os Aborígenes como sendo parte da fauna e da flora, não havendo o devido respeito a esses indivíduos.
Dentre as diversas perseguições sofridas por essa comunidade, se destaca a “The Stolen Generations”, uma tentativa de “limpeza étnica”. Homens, a mando do governo, invadiram as tribos e raptaram crianças, inclusive bebês; muitas foram retiradas de suas famílias, pouco se sabe a respeito do verdadeiro paradeiro delas.
Atualmente os Aborígenes correspondem a apenas 1% da população australiana. Alguns vivem em aldeias no deserto, outros moram em bairros periféricos das grandes cidades. A maioria não consegue emprego formal e recebe auxílio do governo. Alguns conseguem contribuições da população, tocando nas ruas da cidade o didgeridoo, um instrumento de madeira que produz um som forte parecido com o apito de um navio. É comum encontrar pela cidade aborígenes embriagados, e muitas vezes envolvidos em confrontos com a polícia.
Por wagner de cerqueira e francisco
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Quando os europeus chegaram à Austrália, em 1788 a comando do capitão James Cook, os aborígenes já habitavam o local há mais de 60 mil anos. Estima-se que existiam 750 mil aborígines espalhados pelo país, subdivididos em 500 grupos e com cerca de 300 dialetos diferentes.
A chegada do homem branco trouxe sofrimento aos aborígenes, pois eram forçados a trabalhar em lavouras. Somente em 1976, leis específicas para proteção aos direitos dos aborígenes começaram a ser criadas. Mais recentemente o governo australiano criou programas para auxiliar as comunidades a conquistarem independência economica e superar desavenças entre algumas tribos. Além disso, existe a Associação Nacional de Línguas Aborígenes que, através de grupos de preservação, mantêm registrados, documentados e gravados as histórias, lugares, cultura e vestígios do povo aborígene.
Os aborígenes australianos acreditam que o mundo teve inicio em um período chamado “Sonho”, onde os espíritos ancestrais deixaram o céu com destino à Terra. Eles teriam moldado as rochas, os rios, as montanhas, florestas e desertos, além de ter criado também os povos, animais e plantas. Eles teriam estabelecido o modelo pelo qual a vida deveria ser seguida, as leis e costumes. Muitos dos rituais, músicas, danças e cerimônias aborígenes tratam da conexão entre o plano espiritual e material.
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Me disseram que é possível encontrar grupos Aborígenes misturado com o restante da população australiana, nas grandes cidades (Sidney, Camberra – Capital -, Brisbane...) e que podemos diferenciá-los muito facilmente. Um problema que o governo australiano enfrenta é que o grupo aborígene costuma “mudar” muito de um lugar para outro, como uma espécie de “nômades” e, por esse motivo, não é possível que lhe dêem terras fixas. (...) 

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